Eleições 2022

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Democracia
É fundamental que todos os candidatos se unam em defesa da Democracia. Em tempos de polarização, há sempre aquele discurso de que o golpe está por vir. Neste domingo, para fazer valer a defesa da Democracia, vote em quem você quiser. Não vá no discurso do voto útil, naquela conversa de que fulano não vai se eleger, ou que beltrano tem mais chances de ganhar. Todo o voto é um expressão de representatividade, e é fundamental que no primeiro turno a escolha seja pela identificação, não pela rejeição aos nomes postos. No segundo turno, daí sim, se seu candidato não chegou até lá, se vota no menos pior.

Alternativa
Frente à polarização entre Lula e Jair Bolsonaro, a tendência é que o caminho do meio resista, embora encolhido. Bem verdade, isso é ruim em um eventual segundo turno, em que – mais uma vez, o povo deverá levar o fígado para a urna. Em um ambiente melhor politizado, todos os candidatos estariam debatendo propostas, e não acusações. As únicas vozes destoantes, que tem apresentado razoáveis projetos nos debates, são dos tais candidatos da chamada terceira via: Ciro Gomes, do PDT, que tem estudado muito o Brasil nos últimos anos, e Simone Tebet, do MDB, que estreia na eleição nacional com energia de novidade.

Debate I
Destaque no debate para governador, Eduardo Leite se embananou em tentar explicar alguns indicadores negativos de sua gestão. Diferente de 2018, em que era franco atirador, Leite agora se vê confrontado com divergências entre a contabilidade positiva do Governo do Estado e os saldos negativos que existem nas contas do orçamento. Alguns resultados pífios em Educação mostram a fragilidade da política bem maquiada do candidato à reeleição.

Debate II
Candidato do presidenciável Lula, Edegar Pretto do PT está faceiro com resultados das pesquisas dos últimos dias, que mostra uma possibilidade de ir para o segundo turno. Seria a glória do PT, e um alento para eleitorado de centro esquerda, que já está perdendo os cabelos em um possível segundo turno entre Leite e Onyx.

Debate III
Onyx Lorenzoni tem como combustível da campanha o prestígio de Jair Bolsonaro no Rio Grande do Sul. Experiente e bem preparado, o político identificado como conservador de direita pretende implantar no Estado o modelo de gestão de Bolsonaro, diminuindo burocracias e facilitando a vida do empreendedor. Pode ser a surpresa da eleição em São Sepé.

Meia Boca
Os maiores partidos de São Sepé, PDT e PP, têm candidatos que andam meia boca nas pesquisas eleitorais das últimas semanas: Vieira da Cunha, do PDT, e Luiz Carlos Heinze, do PP, não conseguiram mobilizar a base dos seus partidos, que são dois dos maiores do Estado. Em São Sepé, embora todo o esforço dos políticos locais, é de se esperar uma votação para governador menor do que a soma dos candidatos a deputado.

Sem Senado
Ontem, a Comandante Nádia, candidata a senadora na chapa de Luiz Carlos Heinze, renunciou. Com isso, o PP do RS liberou as lideranças para apoiar outras candidaturas. Maioria tende a optar por Hamilton Mourão, mas alguns balançaram para apoiar a ex-pepista Ana Amélia. A orientação é no sentido de que cada um procure nomes alinhados com os ideais do PP. A própria ex-candidata ao senado Comandante Nádia já indicou que apoiará Mourão. Ao que parece, tudo isso é para tentar tirar Olívio Dutra do Senado, onde se mantém com razoável vantagem na liderança das pesquisas.

Surpresa
Dois candidatos a deputado federal que não costumam fazer muito voto em São Sepé, embora tenham bastante trabalho já desenvolvido na cidade, tendem a ser as surpresas da eleição: Pompeo de Mattos, do PDT, e Dalciso Oliveira, do PSB. Embora populares, geralmente os políticos são menos reconhecidos (por votos) do que merecem pelos sepeenses. A expectativa é que, nesse ano, consigam reunir mais sufrágios do que nas eleições passadas.

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